Semântica
@ moniquelive | Saturday, Nov 23, 2019 | 2 minute read | Update at Saturday, Nov 23, 2019

"- Oi tudo bom?"
"- Tudo bem e você?"
"- Tudo ótimo. Fala de onde?"
"- Botafogo e voce?"
"- Flamengo"
...
"- Vamos pro WhatsApp? Esse chat aqui é ruim"
"- Claro, mas você já leu meu perfil?"

*block*

Esse diálogo acima resume bem a minha experiencia em aplicativos de relacionamento. Tipo 99% das vezes.

O que me fez refletir. Qual seria esse “medo” que os homens sentem quando descobrem que estão conversando com uma mulher transgênero a ponto de fugir sem dar satisfação, no meio de uma conversa que estava se desenvolvendo.

Tenho certeza de que com o tempo as pessoas vão se esclarecer mais, conhecer mais estórias como a minha, e vão entender que mulheres transgênero são pessoas que se sentem mulheres em um corpo “errado”, logo qualquer característica que a remeta ao masculino causa um incômodo e tristeza (a tal disforia de gênero).

Porém além do “medo” da anatomia da moça (que como falei acima, ela não está nem um pouco a fim de utilizá-la) tem o fator psicológico. Como os aplicativos escondem o chat quando alguém te bloqueia só posso imaginar o que se passa na cabeça dessas pessoas:

“Poxa, bacana essa menina, mas ela é homem, então ela me transformou em gay”. Na internet há varias discussões sobre a fragilidade da sexualidade do homem hétero, então não vou entrar nesse assunto. Acredito que os leitores habituais do meu blog se incomodaram quando escrevi “mas ela é homem” pois já sabem que mulheres trans são mulheres antes de serem trans.

Também acredito que se lembrem que ninguém “vira” nada, como expliquei no meu primeiro post. Se você, rapaz, não sente atração pelo gênero masculino, você continua sendo hétero. Mas não vamos ficar discutindo semântica…

Evolução

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XP

Onde trabalhei

Foi uma dança de cadeira grande, as vezes voltando pra “mesma” empresa que mudava de nome frequentemente 😂

Antes de empreender

  • Em 1996 trabalhei no site do jornal O Globo, antes de globo.com existir…
  • Estagiei por 1 ano no Tecgraf, departamento da PUC-Rio
  • Trabalhei por 1(?) ano na Ciphersec, que ainda não se chamava assim - meu primeiro contato com a incubadora da PUC

Pós picada do mosquito do empreendedorismo

  • Em 1999 co-fundei a Waptotal, que em seguida mudou pra nTime, na incubadora da PUC
  • Em 2006 fui passar um tempo na Microsoft, em Redmond, WA
  • Em 2008 voltei pra nTime, que agora havia se juntado com a Compera, Yavox e Cyclelogic. Em seguida mudou o nome pra Movile

Pós Movile

  • Em 2011 saí pra co-fundar a aceleradora 21212
  • Em 2015 tirei um tempo sabático
  • Em 2017 co-fundei a CyberLabs

Me

Uma ser humana em busca de si mesma.

Olá, eu sou a Monique Oliveira, também conhecida como moniquelive ou simplesmente cyber e este aqui é o meu Blog Pessoal, aonde escrevo histórias pessoais (as vezes pessoais demais, fica o aviso 😉).

Em 2018, iniciei o meu processo de transição e, ao mesmo tempo, este blog aqui, para registrar essa jornada cheia de incertezas que se iniciava naquele momento.

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